Paulo
Freire (Para professores do Estado)
Certo dia, um aluno insatisfeito com a
própria vida e desenvolvimento, tanto pessoal, quanto social, decide insultar,
agredir verbalmente, ofender seu professor, pelo prazer, e com a intenção, de
vê-lo “perder as estribeiras”, na tentativa malsucedida o indivíduo foi levado
à sala da direção.
Vendo sua índole e caráter revelados diante
da coordenadora pedagógica e da diretora tenta interpretar um “constrangedor”
choro de arrependimento, empreitada, também, malsucedida.
Não esperava o discente, que além de ser
“descoberto” pelas duas senhoras, cumularia contra si um concílio de
professores, também insatisfeitos, que analisariam seu rendimento e desempenho escolar e
determinariam medidas educativas para o mesmo.
Durante o conselho de classe, sendo
mencionada a turma do referido, quando questionadas as abordagens pedagógicas
que seriam adotadas em relação ao estudante, dentre outros comentários,
lembra-se os seguintes:
- Não podemos perder nossos alunos! Temos de
trazê-los para nós! Só assim nosso trabalho valerá a pena! – Disse a
coordenadora.
- Amém! – Disse o autor da crônica.
- Temos que lembrar a afetividade e a
amorosidade do Paulo Freire! – Deu prosseguimento, uma professora (a
professora) de oito quinquênios.
- Queria que o Paulo Freire tivesse dado aula
na “bendita” sala em questão. Ele jamais escreveria tais palavras. – Disse o
professor de “Metafísica quântica”.
- Amém! – Disse o cronista.
Nota do autor:
Essas e outras situações semelhantes só são vistas por professores não tente compreendê-las!
Considero-me um sujeito meio cético, mas por vezes acredito em tudo. Destarte, que tento fazer crível tudo aquilo que se derrama nas alamedas dos meus olhos. E, indiferente até mesmo às lamúrias do mundo lá fora, não consigo desacreditar na essência absoluta das palavras. Quando ditas, podem ser fugazes, mas quando escritas, decerto que podem se tornar verdades. Já que a verdade é tudo aquilo que construímos e moldamos e lapidamos e damos por essência. Verdade é tudo aquilo que cada um constrói ao seu modo como sua crença possivelmente definitiva. Verdade é o fato irrefutável das suas experiências.
ResponderExcluirE, é isso que vejo em suas palavras aqui escritas, como um escrevinhador do nosso tempo, que desata em discorrer no branco do papel suas ideias. (E me desculpem os que não aceitam meu ideário inconcluso e “discutível”, mas para mim as rotas silenciosas e tortuosas da poesia, ainda morrem e terminam na “subjetividade” do entendimento específico de cada um. Mesmo que essa seja uma premissa e discussão para tese de TCC, Mestrado ou Doutorado...).
Averigue bem, que não posso discutir, portanto, as entrelinhas e verdades do seu texto, porque essa verdade é produto notável, que só pertence a você. Não posso discutir essa tua essência, porque está arraigada no teu cerne e sublimada pelo seu interior. Posso apenas dizer da sua coragem em descarregar para o mundo exterior os sobejos dos teus sonhos em retalhos de palavras, que vão se traduzindo nessas páginas que aqui se nos oferece. E coragem, meu preclaro, é um momento raro que pertence a poucos. Independente se o mundo lá fora odeie poesia ou CaetanoVeloso.com.br, o que vale mesmo é receber as tuas letras aqui dispostas, como parte também de alguns nossos sonhos e tratado de crenças. Parabéns!
Me sinto habilitado a apenas agradecer, correndo o risco de errar.
ExcluirMuito Obrigado!