segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"Quais são as verdades que temos vivido?"





Pensando na proposta feita por mim anteriormente, de escrever sobre a sociedade atual e os problemas que temos encontrado na mesma, percebi que não sei discursar sobre a atualidade, que não conseguiria escrever um texto de caráter científico filosófico e social, pois os conceitos que possuo são, ainda, de aspecto empírico, surge uma pergunta: por que isso anularia o viés científico do texto ou sua veracidade? Resposta: Não anularia, mas priva o discurso de termos, teses, teorias e máximas reconhecidas. Sabendo que o presente texto não teria um valor reconhecidamente social o que me motivou a escrevê-lo foi, em verdade, minha promessa de que o faria, percebo que conseguiria escrever um poema, uma crônica, até mesmo um conto, que refletiria aspectos da sociedade atual e assim minha visão ideológica, moral e religiosa, mas dificilmente veriam esses aspectos sociais, dificilmente veriam esses “fundos” ideológicos, pois estariam implícitos pela linguagem literária que deveria ser utilizada.
Então, por isso explicitá-lo, observando a contemporaneidade percebo que um dos maiores erros cometidos socialmente têm sido a extrema valorização da hierarquização do conhecimento, enquanto uns alcançam e detém um elevado grau de conhecimento, outras camadas mais simples desinteressam-se, na verdade, pelo conhecimento, até porque o conhecimento e os conceitos de mundo que possuem são opostos ou diferenciados dos que são considerados legítimos. “O que é pobre e em alguns aspectos ignorante torna-se mais pobre e ignorante, os ricos e diplomados tornam-se mais ricos e adquirem mais diplomas”.





Este texto não é nem sequer um texto reconhecidamente científico mesmo que a área do conhecimento que decidi adquirir seja o de reconhecimento dos textos e os elementos que os mesmos possuem, estou estudando os elementos textuais e passando esses estudos aos meus alunos, mas não consigo escrever um discurso considerado legitimamente Artigo de Opinião, pela pessoalidade que nesse se encontra, eis o meu temor ao escrevê-lo, não posso dizer que é um produto de aquisição de conhecimento científico visto que é pessoal.
Mas escrevo ainda assim, pois me propus a isso, valorizamos o que deve ser quantificado e quantificamos o que deve ser valorizado, eis um sermão há muito, escutado.
Procuramos a satisfação pessoal em troca do desprezo ao outro, ascendemos socialmente à custa da queda do mais próximo. Fazemos o bem que nos convém e não queremos o bem que é conveniente ao outro. Temos o nosso bem por mal ao outro e o bem ao outro por mal a nós. Eis uma pergunta legitimamente socrática: Quais são as verdades que temos vivido?                             (Gerson Elias R. de Góes) 




Amigos, este texto é uma produção muito simples e não está totalmente perfeita, existem muitas críticas semelhantes, mas como disse, publiquei porque me voluntariei a isso. Quando adquirir os conceitos adequados e as expressões mais corretas as utilizarei.


Chegou até mim a seguinte informação: Michael Sandel é um filosofo da atualidade! Então fui buscar informações sobre o mesmo e percebi que, por coincidência ou predestinação, ele discorre sobre o mesmo tema do texto, então para quem quiser saber mais, eis o nome: <Michael Sandel>



Faço mais uma vez nota, como pode-se notar este blog é simples assim os textos nele contido também, inclusive este que acompanha a presente nota, mas as simplicidade a parte e a modéstia também, fiquemos com a mensagem e intenção: 

"Quais são as verdades que temos vivido?"


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

1 Coríntios 15 (Bíblia Sagrada)






O último inimigo a ser destruído é a morte.









1 Coríntios 15 (Bíblia Sagrada)




Portanto, quer tenha sido eu, quer tenham sido eles, é isto que pregamos, e é isto que vocês creram. Ora, se está sendo pregado que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês estão dizendo que não existe ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então nem mesmo Cristo ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm. Mais que isso, seremos considerados falsas testemunhas de Deus, pois contra ele testemunhamos que ressuscitou a Cristo dentre os mortos. Mas se de fato os mortos não ressuscitam, ele também não ressuscitou a Cristo. Pois, se os mortos não ressuscitam, nem mesmo Cristo ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão. 


Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram.

Salmo 115 (Bíblia Sagrada)


Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!Por que perguntam as nações: "Onde está o Deus deles? "
O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada.
Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas.
Têm boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver;
têm ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro;
têm mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar; nem emitem som algum com a garganta.
Vocês que temem ao Senhor, confiem no Senhor! Ele é o seu socorro e o seu escudo.
Que o Senhor os multiplique, a vocês e aos seus filhos.
Sejam vocês abençoados pelo Senhor, que fez os céus e a terra.
Os mais altos céus pertencem ao Senhor, mas a terra ele a confiou ao homem.
Os mortos não louvam o Senhor, tampouco nenhum dos que descem ao silêncio.
Mas nós bendiremos o Senhor, desde agora e para sempre! Aleluia!


(...) abençoará os que temem o Senhor, do menor ao maior.

A hora da minha morte.

A hora da minha morte.

Nada temo do porvir incerto
Que por incerto que é
É a certeza singular que se dá da vida incerta.

Não se trata da vida
Da vida o que resta é sempre incerteza.

Se trata do findar de uma lida
Que é tão seguro quanto
As vidências fajutas de um charlatão
De Ogum.

Não se trata de Ogum,
Que nada tem a ver com a lida
Ou o seu findar
Pois indiferente permanece oculto.

Mas é esse mistério,
Esse bicho de sete cabeças
Que se chama morte,
O final de uma jornada inteira de incertezas
Na incerteza do ser ou do existir
No porvir sepulcral.

Que certeza temos,
Ou que esperança guardamos
Senão a de dormirmos e acordarmos
Ou não.

E tudo que se tem é isso
E tudo que se leva é nada.




terça-feira, 22 de outubro de 2013

MInha inspiração


Minha inspiração.

 

Que criança que sou,
quando nos teus olhos
vejo meu mundo
e nos teus lábios
flutuam meus desejos mais absurdos.

Que poeta que sou,
quando faço dos meus sonhos
meus ridículos versos de amor
e dos meus sentimentos
minhas confissões ritmadas.

Que homem que sou,
quando de Cristo esqueço as marcas,
no teu corpo procurando o calor
e subjugo os meus olhos ao inferno
dos meus anseios jamais realizados.

Que santo que sou,
quando do meu mundo, nego a existência,
dos versos, nego o ritmo,
dos sonhos, nego a esperança,
dos sentimentos, nego a vida
e do teu corpo, nego a beleza.

Que da criança
Fique o mundo

Do poeta:
As profundas confissões

Do homem:
Os anseios

E do santo:
Nada.







Este texto é meramente poético (literário), embora haja alusão à perfeita criação de Deus e esteja explícito nos meus versos a "admiração" que tenho por mulheres, não deve ser tomado como verdade absoluta. É um texto poético e deve ser visto e tomado como tal.
 
 
De acordo com a aceitação do público ao poema (se houver constrangimento e repúdio) não serão mais produzidos textos com o mesmo tema.
 
 
Gerson Elias Rachid de Góes

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Barroco


Barroco.

 
 
Dos beatos homens,
Dos animais sedentos,
Que sacro,
Que ímpeto,
Que beato animal,
Que sedento homem,
Insaciável esperançoso,
Sobreviverá do juízo o final?



Este poema é uma tentativa de um jogo de palavras, de uma produção repleta de antítese e paradoxo como se exigia no estílo barroco, daí o título do texto. Se, uma tentativa bem ou malsucedida? Não sei. O que valeu foi a tetativa, por isso a publicação.


Paulo Augustus - Heterônimo

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Muito meiga e até muito charmosinha




Por via das dúvidas, uma crônica:

 

Às 6as séries da E. E. Albino Fiore



 

Sentada no banco posto à frente de uma das mesas centrais do refeitório, estava uma menina muito meiga e até muito charmosinha. Uma tiara de lacinho toda vermelhinha com bolinhas brancas na cabeça; no corpo o uniforme da escola: camiseta preta com o símbolo do colégio em branco, calça jeans agarrada na perna, uma moça discreta com roupas discretas, tinha no pé uma sandália fechada, tinha uns furinhos, toda vermelha e de fivela dourada.
Olhava para o horizonte imaginando seu futuro, observando seu presente e lembrando seu passado. Mantinha no rosto um sorriso, também discreto. Certamente constrangia quem passava e não sabia em que ela estava pensando. Uma menina muito meiga e até muito charmosinha, de cabelos ruivos, lábios rubros, olhos curiosos e castanhos e pele “sabe deus que cor”. Deixou cair o livro que segurava em sua mão desatenta, enquanto olhava para o horizonte vendo toda a sua vida desde o início até ao final desejado de rojões, fogos de artifício e flashes de câmeras fotográficas.
Um de seus colegas de classe, cujo nome não nos interessa, pois deve ser um nome bastante popular, recolhe seu livro do chão e o devolve, enquanto a desperta:
- Bateu o sinal.
















(Gerson Elias R. de Góes)
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ajudai os trabalhadores de cada dia!


Sentindo a necessidade, escrevo alguns versos simples de descontração.

 No trem, após dormir poucas horas devido aos estudos, trabalho e afazeres. 

Vagar...
Divagar...
Devagar...

Um solavanco...
Dois tosquenejares...
Três estações à frente...
 
- Maquinista, Volta! 

 

 

Gerson Elias Rachid de Góes.

Sonhos.


Sonhos.

 

 

 

 

 

 

 




 
 
Mais um texto de fundo empirista, baseado na prática do pensamento pessoal.
Isso é, totalmente acientífico e acordado com a estética Romântica apresentada pelo poeta Gonçalves de Magalhães, autor de cujo poema origina a paráfrase que intitula o presente blog.
Quero discorrer sobre os sonhos, não os oníricos, não as representações feitas na mente enquanto se dorme; os sonhos sobre os quais são formuladas as palavras, frases e expressões deste discurso são os objetivos que são travados pelos homens enquanto vivos; são os desejos que muitas vezes, e se não forem assim questiono se são realmente sonhos, são inalcançáveis, inatingíveis.
Esses sonhos, amigos, são os que nos motivam a acordar no amanhã também incerto.
São esses sonhos que nos “fazem” permanecer lutando, vencendo os gigantes e feras de todos os dias.
Continuem sonhando! É isso que tenho a dizer e o resto, sonhe com o resto e escreva nas páginas do seu presente para realizá-lo no seu futuro.





Sonhe!

 

Do autor sempre sonhando;

Gerson Elias Rachid de Góes.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"Sentido da Vida?"


 
Após ler relatos (textos) de amigos virtuais relembrei alguns conceitos antes estudados por mim e refleti sobre os mesmos. Essas reflexões permeiam o campo subjetivo e filosófico da vida e da felicidade.
Em uma revista “Super Interessante” cuja capa me atraiu li sobre o “sentido da vida”, por incrível que pareça, existem estudos científicos voltados para esse tema, estudos pertencentes à psicanálise e à neurociência, eu, todavia, prefiro pensá-lo do campo filosófico, empírico e “pessoal”... sim, amigo leitor... do campo pessoal.
Mas, voltemos aos estudos sobre o “sentido da vida”, foram destacados dois possíveis fatores que dão sentido à vida: a procriação e a busca pela felicidade. Respostas que me fizeram questionar mais uma coisa, não socraticamente, questionar por questionar mesmo, por ter dúvidas; o questionamento foi o seguinte: “Para que procriar se não, para ser feliz e o que é ser feliz?”.
 
 
 
 
 
Lembro-me de quando era mais novo e olhando casais de idosos juntos imaginava que eles haviam vencido o tempo e seus conflitos, tinham vencido a maturação e as decepções, já haviam passado por “tudo” e permaneceram juntos, inabaláveis.
Tenho certeza de que tal reflexão não era feita só por mim, não é feita só por mim. Quantos de nós não nos emocionamos quando vemos idosos felizes, pessoas experientes juntas, cãs unidas? Sendo assim, pensei:
 
Qualquer conceito que tenhamos sobre o sentido da vida e a felicidade, será pequeno diante do que aprenderemos até chegar ao estado “daquelas pessoas alegres” que avistamos, então seja qual for o meu entendimento sobre o “sentido da vida” e seja qual for a minha concepção sobre “felicidade”, o que quero é apenas chegar à minha terceira idade alegre como eles!
 
 
 
 
 
Passe por lutas e dificuldades, mas mantenha o objetivo e o anseio de alcançar essa alegria digna de Inveja.
 
 
 
 

 
 

Do autor, procurando a alegria:
Gerson Elias Rachid de Góes.



terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mácula

Mácula





No solo a rubra, espessa mancha,
Na eternidade o eco transcendental.
Na madre face, a gélida lágrima.

Os corações em guerra,
As mentes lamuriantes,
Emoções e reações descontroladas.

Ruge o corpo fétido violentado,
Um mudo, inaudível, balido.

Buscam a nata pureza,
Inerente inocência,
A benéfica e latente ignorância.

Que resta?

Ossos gritantes,
Um solo amaldiçoado
Pelas lágrimas expressivas e insonoras.

Horror, podridão, corrupta secreção e negra hera.

Deste inferno produzido
Espera-se para seu produtor
A justiça infalível
Da morte certa e vindoura.


(Zacharias Rhangel de Saint'zadckiel)