Pensando na proposta feita por mim anteriormente, de escrever sobre a sociedade atual e os problemas que temos encontrado na mesma, percebi que não sei discursar sobre a atualidade, que não conseguiria escrever um texto de caráter científico filosófico e social, pois os conceitos que possuo são, ainda, de aspecto empírico, surge uma pergunta: por que isso anularia o viés científico do texto ou sua veracidade? Resposta: Não anularia, mas priva o discurso de termos, teses, teorias e máximas reconhecidas. Sabendo que o presente texto não teria um valor reconhecidamente social o que me motivou a escrevê-lo foi, em verdade, minha promessa de que o faria, percebo que conseguiria escrever um poema, uma crônica, até mesmo um conto, que refletiria aspectos da sociedade atual e assim minha visão ideológica, moral e religiosa, mas dificilmente veriam esses aspectos sociais, dificilmente veriam esses “fundos” ideológicos, pois estariam implícitos pela linguagem literária que deveria ser utilizada.
Então,
por isso explicitá-lo, observando a contemporaneidade percebo que um dos
maiores erros cometidos socialmente têm sido a extrema valorização da
hierarquização do conhecimento, enquanto uns alcançam e detém um elevado grau
de conhecimento, outras camadas mais simples desinteressam-se, na verdade, pelo
conhecimento, até porque o conhecimento e os conceitos de mundo que possuem são
opostos ou diferenciados dos que são considerados legítimos. “O que é pobre e
em alguns aspectos ignorante torna-se mais pobre e ignorante, os ricos e
diplomados tornam-se mais ricos e adquirem mais diplomas”.
Este
texto não é nem sequer um texto reconhecidamente científico mesmo que a área do
conhecimento que decidi adquirir seja o de reconhecimento dos textos e os
elementos que os mesmos possuem, estou estudando os elementos textuais e
passando esses estudos aos meus alunos, mas não consigo escrever um discurso
considerado legitimamente Artigo de Opinião, pela pessoalidade que nesse se
encontra, eis o meu temor ao escrevê-lo, não posso dizer que é um produto de
aquisição de conhecimento científico visto que é pessoal.
Mas
escrevo ainda assim, pois me propus a isso, valorizamos o que deve ser quantificado
e quantificamos o que deve ser valorizado, eis um sermão há muito, escutado.
Procuramos
a satisfação pessoal em troca do desprezo ao outro, ascendemos socialmente à
custa da queda do mais próximo. Fazemos o bem que nos convém e não queremos o
bem que é conveniente ao outro. Temos o nosso bem por mal ao outro e o bem ao
outro por mal a nós. Eis uma pergunta legitimamente socrática: Quais são as
verdades que temos vivido? (Gerson Elias R. de Góes)
Amigos, este texto é uma produção muito simples e não está totalmente perfeita, existem muitas críticas semelhantes, mas como disse, publiquei porque me voluntariei a isso. Quando adquirir os conceitos adequados e as expressões mais corretas as utilizarei.
Chegou até mim a seguinte informação: Michael Sandel é um filosofo da atualidade! Então fui buscar informações sobre o mesmo e percebi que, por coincidência ou predestinação, ele discorre sobre o mesmo tema do texto, então para quem quiser saber mais, eis o nome: <Michael Sandel>
Faço mais uma vez nota, como pode-se notar este blog é simples assim os textos nele contido também, inclusive este que acompanha a presente nota, mas as simplicidade a parte e a modéstia também, fiquemos com a mensagem e intenção:
"Quais são as verdades que temos vivido?"














