A hora da minha morte.
Nada
temo do porvir incerto
Que
por incerto que é
É
a certeza singular que se dá da vida incerta.
Não
se trata da vida
Da
vida o que resta é sempre incerteza.
Se
trata do findar de uma lida
Que
é tão seguro quanto
As
vidências fajutas de um charlatão
De
Ogum.
Não
se trata de Ogum,
Que
nada tem a ver com a lida
Ou
o seu findar
Pois
indiferente permanece oculto.
Mas
é esse mistério,
Esse
bicho de sete cabeças
Que
se chama morte,
O
final de uma jornada inteira de incertezas
Na
incerteza do ser ou do existir
No
porvir sepulcral.
Que
certeza temos,
Ou
que esperança guardamos
Senão
a de dormirmos e acordarmos
Ou
não.
E
tudo que se tem é isso
E
tudo que se leva é nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário