terça-feira, 22 de outubro de 2013

MInha inspiração


Minha inspiração.

 

Que criança que sou,
quando nos teus olhos
vejo meu mundo
e nos teus lábios
flutuam meus desejos mais absurdos.

Que poeta que sou,
quando faço dos meus sonhos
meus ridículos versos de amor
e dos meus sentimentos
minhas confissões ritmadas.

Que homem que sou,
quando de Cristo esqueço as marcas,
no teu corpo procurando o calor
e subjugo os meus olhos ao inferno
dos meus anseios jamais realizados.

Que santo que sou,
quando do meu mundo, nego a existência,
dos versos, nego o ritmo,
dos sonhos, nego a esperança,
dos sentimentos, nego a vida
e do teu corpo, nego a beleza.

Que da criança
Fique o mundo

Do poeta:
As profundas confissões

Do homem:
Os anseios

E do santo:
Nada.







Este texto é meramente poético (literário), embora haja alusão à perfeita criação de Deus e esteja explícito nos meus versos a "admiração" que tenho por mulheres, não deve ser tomado como verdade absoluta. É um texto poético e deve ser visto e tomado como tal.
 
 
De acordo com a aceitação do público ao poema (se houver constrangimento e repúdio) não serão mais produzidos textos com o mesmo tema.
 
 
Gerson Elias Rachid de Góes

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