terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mácula

Mácula





No solo a rubra, espessa mancha,
Na eternidade o eco transcendental.
Na madre face, a gélida lágrima.

Os corações em guerra,
As mentes lamuriantes,
Emoções e reações descontroladas.

Ruge o corpo fétido violentado,
Um mudo, inaudível, balido.

Buscam a nata pureza,
Inerente inocência,
A benéfica e latente ignorância.

Que resta?

Ossos gritantes,
Um solo amaldiçoado
Pelas lágrimas expressivas e insonoras.

Horror, podridão, corrupta secreção e negra hera.

Deste inferno produzido
Espera-se para seu produtor
A justiça infalível
Da morte certa e vindoura.


(Zacharias Rhangel de Saint'zadckiel)

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