Mácula
No solo a rubra, espessa mancha,
Na eternidade o eco transcendental.
Na madre face, a gélida lágrima.
Os corações em guerra,
As mentes lamuriantes,
Emoções e reações descontroladas.
Ruge o corpo fétido violentado,
Um mudo, inaudível, balido.
Buscam a nata pureza,
Inerente inocência,
A benéfica e latente ignorância.
Que resta?
Ossos gritantes,
Um solo amaldiçoado
Pelas lágrimas expressivas e insonoras.
Horror, podridão, corrupta secreção e negra
hera.
Deste inferno produzido
Espera-se para seu produtor
A justiça infalível
Da morte certa e vindoura.
(Zacharias Rhangel de Saint'zadckiel)
(Zacharias Rhangel de Saint'zadckiel)
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