Um poema nada alegre de uma
noite quase imortal.
Que
dizes meu amor?
Que
éreis triste ao lado meu?
Que
dores sinto em meu peito rebentando do coração disparado...
Tum
Tum Tum irregular...
Que
batidas e dores sobr’umanas...
Que
salto...
Me
escapara pela boca o núcleo mecânico...
E
chorava...
Apenas
a Lua enxugava minhas lágrimas...
Aos
cantos da coruja dormirá meu coração...
Ao
consolo dos animais noturnos sonharei...
Te
verei... te verei livre...
E
me apegarei inda mais em ti...
E
serei teu e tu jamais minha...
Teus
olhos incendeiam meus membros...
Teus
lábios envenenam
minha
mente outrora sã...
Não
de ópio nem de absinto dormia...
Das
melodias da sua recusa me desfazia...
Teu
corpo ausente que me acalentará na noite intranquila da tua falta presente.
(Zacharias Rhangel de Saint’zadckiel –
Heterônimo consciente de sua inexistência, mas, satisfeito por sua legitimidade
mental de sonhos de poeta).
Procurarei, nas próximas publicações, escrever poemas e textos em geral de cunho social.
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