segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Um poema nada alegre de uma noite quase imortal

Como inauguração do blog, um poema sentimentalista (romântico), do meu heterônimo soberbo e depressivo Zacharias...

Um poema nada alegre de uma noite quase imortal.


Que dizes meu amor?
Que éreis triste ao lado meu? 

Que dores sinto em meu peito rebentando do coração disparado...
Tum Tum Tum irregular...
Que batidas e dores sobr’umanas...
Que salto... 
Me escapara pela boca o núcleo mecânico...
E chorava...  

Apenas a Lua enxugava minhas lágrimas...
Aos cantos da coruja dormirá meu coração...
Ao consolo dos animais noturnos sonharei...
Te verei... te verei livre...
E me apegarei inda mais em ti...
E serei teu e tu jamais minha... 

Teus olhos incendeiam meus membros...
Teus lábios envenenam
minha mente outrora sã... 

Não de ópio nem de absinto dormia...
Das melodias da sua recusa me desfazia... 

Teu corpo ausente que me acalentará na noite intranquila da tua falta presente.

 

(Zacharias Rhangel de Saint’zadckiel – Heterônimo consciente de sua inexistência, mas, satisfeito por sua legitimidade mental de sonhos de poeta).
 
Procurarei, nas próximas publicações, escrever poemas e textos em geral de cunho social.