segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Hebreus 11: 1 A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. 2 Foi ela que fez a glória dos nossos, antepassados. 3 Pela fé reconhecemos que o mundo foi formado pela palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Madre Régia.

Depois de algum tempo sem publicar nenhum dos meus textos, impelido por essa nova produção, decidi postá-lo.
O que me motivou? O espírito materno.
O que me inspirou? A beleza da maternidade.
O que é este texto? Uma produção livre.

A noite já vai alta no céu escuro e pontilhado. Nos trilhos o trem segue seu rumo impetuoso, intrépido e determinado. Em seu interior milhares de pessoas cansadas voltam aos seus lares após seus lidares e divagares.
O narrador em pé observa as cenas do interior da máquina e os cenários pelos quais o veículo passa. Nenhum cenário detém a atenção daquele que conta essa história e de todas as cenas presenciadas, uma é a idealizada e essa única cena será a suma das palavras deste discurso.
“Que cena?”. Perguntas tu. Contá-la-ei e saiba que sem enfeites ou estética da ficção, contar-te-ei do jeito que é; não do que vi ou gostaria de ter visto, mas do jeito que é.
Uma mãe, meu senhor, uma jovem, vigorosa e bela mãe, não solteira, nem infiel, mas ainda assim, sedutora, linda e jovem.
Em seus braços, seu Príncipe Fernando, belo, vigoroso e novo, como a mãe; forte, determinado e saudável.
Príncipe Fernando sorri como um projeto de galã, se impõe como um futuro rei e pede como um destinado Lord. Quer brincar, quer ficar de pé no colo que é seu por direito, quer pegar tudo o que puder alcançar, quer brincar com tudo o que for objeto, quer dar um passo ou dois incerto, um pirralho imponente de cinco meses que arrisca usar a linguagem oral, tentativa malsucedida, mas o que importa? Tem cinco meses e arrisca.
E por fim, ainda quer mais, o Príncipe Fernando, quer tudo o que lhe é de direito. Quer ser amamentado, sem palavras inteligíveis, sem signos já cadastrados, sem uma linguagem comum; solicita, pede, insiste, exige, quer seu mama.
Sua mãe, rainha que é, graciosamente tira seu seio para fora, por cima do decote e alimenta seu principezinho.
Ao terminar de amamentar, sem querer, sua mão e o braço de seu filho esbarram no passageiro sentado ao lado, educadamente pede desculpas e o passageiro tocado responde positivamente.
Queria ser eu o passageiro ao lado, pois responderia que sou eu quem deveria pedir desculpas por permitir-me ser tocado por régia mão e divino braço.
Eis que não é tarde: Humilho-me nos versos e nos verbos, pois meus olhos contemplaram a perfeição maternal.
Finalizo: Uma mãe, madona; um filho, realeza e um observador, plebe. Temos uma história.





(Gerson Elias Rachid de Góes)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"Quais são as verdades que temos vivido?"





Pensando na proposta feita por mim anteriormente, de escrever sobre a sociedade atual e os problemas que temos encontrado na mesma, percebi que não sei discursar sobre a atualidade, que não conseguiria escrever um texto de caráter científico filosófico e social, pois os conceitos que possuo são, ainda, de aspecto empírico, surge uma pergunta: por que isso anularia o viés científico do texto ou sua veracidade? Resposta: Não anularia, mas priva o discurso de termos, teses, teorias e máximas reconhecidas. Sabendo que o presente texto não teria um valor reconhecidamente social o que me motivou a escrevê-lo foi, em verdade, minha promessa de que o faria, percebo que conseguiria escrever um poema, uma crônica, até mesmo um conto, que refletiria aspectos da sociedade atual e assim minha visão ideológica, moral e religiosa, mas dificilmente veriam esses aspectos sociais, dificilmente veriam esses “fundos” ideológicos, pois estariam implícitos pela linguagem literária que deveria ser utilizada.
Então, por isso explicitá-lo, observando a contemporaneidade percebo que um dos maiores erros cometidos socialmente têm sido a extrema valorização da hierarquização do conhecimento, enquanto uns alcançam e detém um elevado grau de conhecimento, outras camadas mais simples desinteressam-se, na verdade, pelo conhecimento, até porque o conhecimento e os conceitos de mundo que possuem são opostos ou diferenciados dos que são considerados legítimos. “O que é pobre e em alguns aspectos ignorante torna-se mais pobre e ignorante, os ricos e diplomados tornam-se mais ricos e adquirem mais diplomas”.





Este texto não é nem sequer um texto reconhecidamente científico mesmo que a área do conhecimento que decidi adquirir seja o de reconhecimento dos textos e os elementos que os mesmos possuem, estou estudando os elementos textuais e passando esses estudos aos meus alunos, mas não consigo escrever um discurso considerado legitimamente Artigo de Opinião, pela pessoalidade que nesse se encontra, eis o meu temor ao escrevê-lo, não posso dizer que é um produto de aquisição de conhecimento científico visto que é pessoal.
Mas escrevo ainda assim, pois me propus a isso, valorizamos o que deve ser quantificado e quantificamos o que deve ser valorizado, eis um sermão há muito, escutado.
Procuramos a satisfação pessoal em troca do desprezo ao outro, ascendemos socialmente à custa da queda do mais próximo. Fazemos o bem que nos convém e não queremos o bem que é conveniente ao outro. Temos o nosso bem por mal ao outro e o bem ao outro por mal a nós. Eis uma pergunta legitimamente socrática: Quais são as verdades que temos vivido?                             (Gerson Elias R. de Góes) 




Amigos, este texto é uma produção muito simples e não está totalmente perfeita, existem muitas críticas semelhantes, mas como disse, publiquei porque me voluntariei a isso. Quando adquirir os conceitos adequados e as expressões mais corretas as utilizarei.


Chegou até mim a seguinte informação: Michael Sandel é um filosofo da atualidade! Então fui buscar informações sobre o mesmo e percebi que, por coincidência ou predestinação, ele discorre sobre o mesmo tema do texto, então para quem quiser saber mais, eis o nome: <Michael Sandel>



Faço mais uma vez nota, como pode-se notar este blog é simples assim os textos nele contido também, inclusive este que acompanha a presente nota, mas as simplicidade a parte e a modéstia também, fiquemos com a mensagem e intenção: 

"Quais são as verdades que temos vivido?"


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

1 Coríntios 15 (Bíblia Sagrada)






O último inimigo a ser destruído é a morte.









1 Coríntios 15 (Bíblia Sagrada)




Portanto, quer tenha sido eu, quer tenham sido eles, é isto que pregamos, e é isto que vocês creram. Ora, se está sendo pregado que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês estão dizendo que não existe ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então nem mesmo Cristo ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm. Mais que isso, seremos considerados falsas testemunhas de Deus, pois contra ele testemunhamos que ressuscitou a Cristo dentre os mortos. Mas se de fato os mortos não ressuscitam, ele também não ressuscitou a Cristo. Pois, se os mortos não ressuscitam, nem mesmo Cristo ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão. 


Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram.

Salmo 115 (Bíblia Sagrada)


Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!Por que perguntam as nações: "Onde está o Deus deles? "
O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada.
Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas.
Têm boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver;
têm ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro;
têm mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar; nem emitem som algum com a garganta.
Vocês que temem ao Senhor, confiem no Senhor! Ele é o seu socorro e o seu escudo.
Que o Senhor os multiplique, a vocês e aos seus filhos.
Sejam vocês abençoados pelo Senhor, que fez os céus e a terra.
Os mais altos céus pertencem ao Senhor, mas a terra ele a confiou ao homem.
Os mortos não louvam o Senhor, tampouco nenhum dos que descem ao silêncio.
Mas nós bendiremos o Senhor, desde agora e para sempre! Aleluia!


(...) abençoará os que temem o Senhor, do menor ao maior.

A hora da minha morte.

A hora da minha morte.

Nada temo do porvir incerto
Que por incerto que é
É a certeza singular que se dá da vida incerta.

Não se trata da vida
Da vida o que resta é sempre incerteza.

Se trata do findar de uma lida
Que é tão seguro quanto
As vidências fajutas de um charlatão
De Ogum.

Não se trata de Ogum,
Que nada tem a ver com a lida
Ou o seu findar
Pois indiferente permanece oculto.

Mas é esse mistério,
Esse bicho de sete cabeças
Que se chama morte,
O final de uma jornada inteira de incertezas
Na incerteza do ser ou do existir
No porvir sepulcral.

Que certeza temos,
Ou que esperança guardamos
Senão a de dormirmos e acordarmos
Ou não.

E tudo que se tem é isso
E tudo que se leva é nada.