O Cântico da esperança de Adão.
Do oeste volte-se para o leste e vê
Que bela será a vida que para ti
Será devolvida pelas Eternas Misericórdias.
Por cinco anos chorarás as culpas que sobre ti
Trouxera em tua tolice e ignorância.
Volte-se para o sul e para o norte e sente
Quão suave é o aroma que te conduzirá todos os teus dias
Até que de Sião venha tua Luz.
Pois um Rei será estabelecido,
Um trono será firmado e não haverá mais morte.
Olha para o alto e lembra o entardecer do início da
Criação,
Pois com injustiça foste enganado e por arrogância foste
privado
Dos privilégios dados por Um Rei ao teu principado.
Haverá Luz e Alegria em tua cidade
E um abrigo seguro e perpétuo ao lado do Monte Sião.
De ti e do teu lamento haverá misericórdia,
Não se emudecerá para sempre Aquele que te formou,
Aquele que te criou não se esquecerá da promessa que te
fez.
Pelo amor com que te formou com as próprias mãos
Lembrar-se-á de ti no dia marcado.
Ele voltará para sua morada e residirá contigo
No trono feito para ti haverá Um Rei
E no templo o incenso nunca cessará de queimar.
Uma aliança eterna foi feita,
Uma nova promessa foi preparada.
Não haverá mais fim,
Nem morte, nem guerra,
Só Luz, graça e música.
Tudo novo fará.
Esse cântico é mais uma das minhas tentativas, desta vez, de produzir um poema religioso sobre os anseios, temores e esperanças de Adão após sua queda. Usei algumas referências que conheço e criei alguns poucos versos, espero que esteja bom, mas como um bom autor, privo-me de acreditar que está bom, afim de melhorá-lo.
O heterônimo: Zacharias Rhangel de Saint'zadckiel.
(O Israelita que tenta fugir do pecado sem que consiga)
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